A fermosura desta fresca serra
A fermosura desta fresca serra
E a sombra dos vendes castanheiros,
O manso caminhar destes ribeiros
Donde toda a tristeza se desterra.
O rouco som do mar, a estranha terra.
O esconder do Sol pelos outeiros,
O recolher dos gados derradeiros,
Das nuvens pelo ar a branda guerra;
Enfim, tudo o que a rara Natureza
Com tanta variedade nos of rece,
Me está, se nāo te vejo, magoando.
Sem ti, tudo me enoja e me aborrece;
Sem ti, perpetuamente estou passando
Nas mores alegrias mor tristeza.
