Sentindo-se alcançada a bela esposa
Sentindo-se alcançada a bela esposa
De Céfalo, no crime consentido,
Pera os montes fugia do marido
E não sei se de astuta ou vergonhosa.
Porque ele, enfim, sofrendo a dor ciosa,
Da cegueira obrigado de Cupido,
Após ela se vai como perdido,
Já perdoando a culpa criminosa.
Deita-se aos pés da ninfa endurecida,
Que do cioso engano está agravada;
Já lhe pede perdão, já pede a vida.
Oh! força da afeição desatinada!
Que, da culpa contra ele cometida,
Perdão pedia à parte que é culpada!
