Na metade do Céu subido ardia
Na metade do Céu subido ardia
O claro, almo Pastor, quando deixavam
O verde pasto as cabras, e buscavam
A frescura suave da água fria.
Com a folha das árvores, sombria,
Do raio ardente as aves se amparavam;
O módulo cantar, de que cessavam,
Só nas roucas cigarras se sentia;
Quando Liso, pastor, num campo verde
Natércia, crua Ninfa, só buscava
Com mil suspiros tristes que derrama.
-Porque te vás de quem por ti se perde,
Pera quem pouco te ama? – suspirava -
[E] o eco lhe responde: - Pouco te ama.
