Eu me aparto de vós, Ninfas do Tejo,
Partindo-se para a Índia
Eu me aparto de vós, Ninfas do Tejo,
Quando menos temia esta partida;
E se a minha alma vai entristecida
Nos olhos o vereis com que vos vejo.
Pequenas esperanças, mal sobejo,
Vontade que razão leva vencida,
Presto verão o fim à triste vida,
Se vos não torno a ver como desejo.
Nunca a noite entretanto, nunca o dia
Verão partir de mim vossa lembrança,
Amor que vai comigo o certifica.
Por mais que no tornar haja tardança,
Me farão sempre triste companhia
Saudades do bem que em vós me fica.
