Do corpo estava já quase forçada
Do corpo estava já quase forçada
Aquela alma gentil ao Céu devida,
Rompendo a nobre teia de sua vida,
Por tornar cedo à Pátria desejada.
Ainda em Dor, sem ter raiz lançada,
Na terra dela tanto aborrecida,
Se arrancou boamente, e esta partida
Fez a morte suave sua jornada.
Alma pura, que ao mundo te mostraste
Solta de seus grilhões que outros enlaçam
E agora gozas lá dias melhores;
Dos teus, que cá sem ti tristes deixaste,
Te mova alta piadade, enquanto passam
Estas horas que a dor lhe faz maiores.
