Divina companhia, que nos prados

Divina companhia, que nos prados
Do claro Eurotas, ou no Olimpo monte,
Ou sobre as margens da Castália fonte
Vossos estudos tendes mais sagrados;

Pois, por destino dos imóveis Fados,
Quereis que em vosso número me conte,
No eterno templo de Belorofonte,
Ponde em bronze estes versos entalhados.

Soliso (porque em séculos futuros
Se veja da beleza o que merece
Quem de sábia doidice a mente inflama)

Seus inscritos, da sorte já seguros,
A estas aras em ũa mão of'rece,
E a alma em outra à sua bela dama.