De um tão felice engenho, produzido
A Dom Simão da Silveira
De um tão felice engenho, produzido
De outro que o claro Sol não viu maior,
É trazer causas altas no sentido,
Todas dinas de espanto e de louvor.
Museu foi antiquíssimo Escritor,
Filósofo e poeta conhecido,
Discípulo do músico amador
Que co som teve o Inferno suspendido.
Este pôde abalar o monte mudo,
Cantando aquele mal que eu já passei,
Do mancebo do Abido mal sisudo.
Agora contam já, segundo achei,
Tasso e o nosso Boscão, que disse tudo,
Dos segredos que move o cego rei.
