Chorai, ninfas, os Fados poderosos

Chorai, ninfas, os Fados poderosos
Daquela soberana fermosura!
Onde foram parar - na sepultura! -
Aqueles reais olhos graciosos!

Ó bens do mundo, falsos e enganosos!
Que mágoas pera ouvir! Que tal figura
Jaza sem resplandor na terra dura,
Com tal rosto e cabelos tão fermosos!

Das outras que será, pois poder teve
A morte sobre cousa tanto bela
Que ela eclipsava a luz do claro dia?

Mas o mundo não era dino dela,
Por isso mais na Terra não esteve,
Ao Céu subiu, que já [se] lhe devia.