Agora toma a espada, agora a pena
Agora toma a espada, agora a pena,
Estácio nosso, em ambas celebrado,
Sendo, ou no salso mar de Marte amado,
Ou na água doce amante da Camena.
Cisne sonoro por ribeira amena
De mim pera cantar-te é cobicado;
Porque não podes tu ser bem cantado
De ruda frauta, nem de agreste avena.
Se eu, que a pena tomei, tomei a espada,
Pera poder jogar licenca tenho
Desta alta influição de dous Planetas;
Com ũa e outra luz deles lograda,
Tu com pujante braço ardente engenho,
Serás faro a Soldados e a Poetas.
