Tal mostra de si dá vossa figura

Tal mostra de si dá vossa figura,
Sibela, clara luz da redondeza,
Que as forças e o poder da Natureza
Com sua claridade mais apura.

Quem confiança há visto tão segura,
Tão singular esmalte da beleza,
Que não padeça mal de mais graveza,
Se resistir a seu amor procura?

Eu, pois, por escusar tal esquivança,
A rezão sujeitei ao pensamento,
A quem logo os sentidos se entregaram.

Se vos ofende o meu atrevimento,
Inda podeis tomar nova vingança
Nas relíquias da vida que ficaram.