Despois que viu Cibele o corpo humano

Despois que viu Cibele o corpo humano
Do fermoso Átis seu verde pinheiro,
Em piadade o vão furor primeiro
Convertido, chorava o grave dano.

E, à sua dor fazendo ilustre engano,
A Júpiter pediu que o verdadeiro
Preço da nobre palma e do loureiro
Ao seu pinheiro desse, soberano.

Mais lhe concede o filho poderoso
Que, crescendo, as estrelas tocar possa,
Vendo os segredos lá do Céu supermo.

Oh! ditoso pinheiro! Oh! mais ditoso
Quem se vir coroar da rama vossa,
Cantando à vossa sombra verso eterno!