De frescas belvederes rodeadas

De frescas belvederes rodeadas
Estão as puras águas desta fonte;
Fermosas ninfas lhes estão defronte,
A vencer e a matar acostumadas.

Andam contra Cupido levantadas
As suas graças, que não há quem conte;
Doutro vale esquecidas, doutro monte,
A vida passam neste sossegadas.

O seu poder juntou, sua valia,
Amor, já não sofrendo este desprezo,
Somente por se ver delas vingado;

Mas, vendo-as, entendeu que não podia
De ser morto livrar-se, ou de ser preso
-E ficou-se com elas desarmado.