Campo! nas sirtes deste mar da vida

Campo! nas sirtes deste mar da vida,
Após naufrágios seus, tábua segura;
Claras bonanças, em tormenta escura,
Habitação da paz, de amor guarida;

A ti fujo; e se vence tal fugida,
E quem mudou lugar, mudou ventura,
Cantemos a vitória; e na espessura
Triunfe a honra da ambição vencida.

Em flor e fruito de Verão e Outono;
Utilmente murmuram claras águas;
Alegre me acha aqui, me deixa o dia.

Amantes rouxinóis rompem-me o sono
Que ata o descanso: aqui sepulta mágoas
Que já foram sepulcros de alegria.