Alegres campos, verdes, deleitosos
Alegres campos, verdes, deleitosos,
Suaves me serão vossas boninas,
Enquanto forem vistas das mininas
Dos olhos de Inês bela tão fermosos.
Dos meus, que vos serão sempre invejosos
Por não verem estrelas tão divinas,
Sereis regados de águas peregrinas,
Soprados de suspiros amorosos.
E vós, douradas flores, porventura
Se Inês quiser fazer de meus amores
Exp'riências na folha derradeira,
Mostrai-lhe, pera ver minha fé pura,
O bem que sempre quis, fermosas flores;
Que então não sentirei que mal me queira.
